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Dentro da área veterinária, a maioria dos laboratórios possui padrões próprios de identificação de amostras e formatos de colheita de amostras que incluem detalhes de espécie, raça, sexo, vacinas, anamnese e diagnóstico clínico.

Para a correta colheita, manuseamento, conservação e envio das amostras, na UranolabPT fornecemos instruções precisas ao médico veterinário, de acordo com os testes clínicos que pretende realizar no nosso laboratório.

O laboratório UranolabPT fornece o material necessário para a obtenção das amostras. Para qualquer tipo de análise que não conste no catálogo, entre em contacto com o laboratório clínico UranolabPT.

NORMAS GERAIS DE OBTENÇÃO DE AMOSTRAS

  • Depositar as amostras nos tubos corretos.
  • Respeitar os volumes necessários nos tubos com anticoagulante.
  • Trabalhar em condições de assepsia em Microbiologia.
  • Manter as amostras em temperatura ambiente por 15 minutos
    e seguidamente refrigerar a 4°C.
  • NUNCA CONGELE amostras de sangue total.
  • Identificar todas as amostras e preencher a folha de requisição.

Tipos de Amostras

Sangue inteiro

Sangue inteiro

EDTA: Hematologia/Parasitas sanguíneos
Lítio-Heparina (indicado em aves e répteis, com eritrócitos nucleados)

NORMAS DE COLHEITA DE SANGUE INTEIRO
Extrair o sangue da veia evitando hemólise e encher o tubo até ao limite recomendado (é importante manter a proporção entre sangue e anticoagulante). De preferência extrair a amostra da veia jugular. Recomenda-se o uso de agulhas 21G ou 22G para a extração. Agitar o tubo suavemente invertendo-o aproximadamente 10 a 20 vezes para evitar a formação de coágulos. Deixar repousar 15 minutos à temperatura ambiente e refrigerar a 4ºC. Não congelar.

 

Plasma EDTA

Plasma EDTA

Determinadas hormonas e bioquímicas específicas na tabela de análises.

NORMAS DE COLHEITA DE PLASMA EDTA
Seguir as indicações descritas no sangue inteiro. O plasma é obtido depois de centrifugar a amostra a 2.000 rpm durante 10 minutos e transferir o sobrenadante para um tubo seco. Refrigerar a 4ºC.

Plasma EDTA congelado

Plasma EDTA congelado

ACTH / Amónia

NORMAS DE COLHEITA DE PLASMA EDTA CONGELADO
As amostras para este tipo de análises devem ser manipuladas de forma rápida (não permitir a amostra repousar). Extrair a amostra de sangue (indicações descritas no sangue inteiro), centrifugar a amostra a 2.000 rpm durante 10 minutos e separar o plasma transferindo-o para um tubo seco. Congelar o plasma.

Avisar o Laboratório do envio de uma amostra congelada e enviá-la num contentor com gelo.

Plasma citrato

Plasma citrato

Coagulação

NORMAS DE COLHEITA DE PLASMA CITRATO
Seguir as indicações descritas no sangue inteiro. A amostra deve ser extraída preferencialmente da veia jugular e de forma imediata (deverá ser uma extração limpa). Recomenda-se o uso de agulhas de 21G ou 22G. A agulha pode ser citrada para evitar a formação de agregados e microcoágulos no momento da extração. O citrato plasmático é obtido após centrifugar a amostra a 2.000 rpm durante 10 minutos e transferi-la para outro tubo seco. Refrigerar a 4ºC ou congelar para conservar a amostra.

Soro

Soro

Serologia
Imunologia Clínica
Bioquímica*
Hormonas
Alergias

NORMAS DE COLHEITA DE SORO
A amostra deve ser obtida preferencialmente da veia jugular e sem aplicar pressão negativa excessiva de modo a evitar hemólise. Recomenda-se o uso de agulhas 21G ou 22G para extração. Deverá ser garantido um volume mínimo para o número de análises que devem ser realizadas (informação de volumes mínimos na lista de análises). Deixar repousar durante 15 minutos à temperatura ambiente para facilitar a formação de coágulo. O soro é obtido após centrifugação da amostra a 2.000 rpm durante 10 minutos. O gel separador manterá o soro isolado do componente celular, não sendo necessário transferi-lo para outro tubo seco. Refrigerar a 4ºC.

*Os tubos de gel separador permitem a determinação da Glicose desde que tenham sido centrifugados após a colheita da amostra.

Fezes

Fezes

Parasitas
Sangue oculto
Digestão
Coprocultura

NORMAS DE COLHEITA DE FEZES
As amostras devem ser frescas. Para o estudo de parasitas, recomenda-se a colheita de 2 ou 3 excreções ao longo do dia. Para microbiologia, os recipientes devem ser estéreis e as fezes devem ser colhidas diretamente do ânus do animal. Refrigerar a 4ºC.

Urina

Urina

Urianálise
Urocultura
Bioquímica

NORMAS DE COLHEITA DE URINA

Se for previsível a necessidade de uma urocultura, a cistocentese é o melhor método para colheita da amostra. Alternativamente, se isso não for possível, a urina deve ser extraída através de uma sonda.

Se nenhum dos métodos acima for possível, limpar a área de micção e genitais e obter a urina diretamente, a meio da micção. A bioquímica e o exame de sedimento podem ser realizados com este método, não sendo recomendado no caso de cultura.

Uma vez coberto, inverter o recipiente de modo a garantir que o conteúdo não se perde. Refrigerar a amostra a 4ºC e avisar o Laboratório com a máxima brevidade, pois a refrigeração poderá promover a formação de cristais.

É importante especificar o método de extração no formulário de solicitação para uma correta avaliação da amostra.

Se for previsível a necessidade de uma urocultura, a cistocentese é o melhor método para colheita da amostra. Alternativamente, se isso não for possível, a urina deve ser extraída através de uma sonda.

Se nenhum dos métodos acima for possível, limpar a área de micção e genitais e obter a urina diretamente, a meio da micção. A bioquímica e o exame de sedimento podem ser realizados com este método, não sendo recomendado no caso de cultura.

Uma vez coberto, inverter o recipiente de modo a garantir que o conteúdo não se perde. Refrigerar a amostra a 4ºC e avisar o Laboratório com a máxima brevidade, pois a refrigeração poderá promover a formação de cristais.

É importante especificar o método de extração no formulário de solicitação para uma correta avaliação da amostra.

Microbiologia

Microbiologia

Recipiente estéril
Zaragatoa estéril com meio de transporte Amies

NORMAS DE COLHEITA DE MICROBIOLOGIA
Use luvas desinfetadas com álcool para a obtenção da amostra. Na colheita de amostras não superficiais por punção, é necessário o uso de agulha 21G ou 22G e seringa estéril.

Desinfetar a superfície do corpo com álcool 70º (tomar 7 ml de álcool 95º e 3 ml de soro fisiológico com uma seringa de 10 ml). Identifique a área mais representativa da lesão e colha as amostras em condições de assepsia máxima, evitando o contato com a pele ou áreas não estéreis. No caso de exsudados, limpar a área externa e retirar uma amostra da parte mais profunda. Em lesões purulentas, tentar extrair a amostra com o mínimo de pus possível. Refrigerar a 4ºC

Realizar uma extensão numa lâmina para facilitar o estudo dos microrganismos presentes no momento da extração. Isto irá permitir aprimorar o diagnóstico.

Para amostras de sangue, deve ser solicitado ao Laboratório um meio de transporte específico.

Quando se enviam órgãos/fluídos biológicos para cultura, a remoção deve ser asséptica e as amostras devem ser enviadas em recipientes estéreis.

Para culturas micológicas, raspar ao redor das lesões com uma lâmina de bisturi. Colher uma amostra de mais de uma lesão, garantindo que não sangre, pois poderá inibir o crescimento de dermatófitos. Alternativamente, arrancar os pêlos com uma pinça. Para culturas, trabalhar com material estéril. Não é necessário refrigerar a amostra.

Observação de fungos

Observação de fungos

Recipiente
Entre duas lâminas seladas

NORMAS DE COLHEITA PARA OBSERVAÇÃO DE FUNGOS
Realizar uma raspagem ao redor das lesões com uma lâmina de bisturi. Colher a amostra de mais de uma lesão. Alternativamente, arrancar os pêlos com uma pinça. Não é necessário refrigerar a amostra.

Amostras com óleo e outros agentes não são válidas para avaliação de fluorescência. Se necessário, pode-se usar soro fisiológico para molhar a pele e os pelos, evitando que a amostra se espalhe.

Para avaliação de micoparasitologia e tricogramas, é necessário extrair a amostra por raspagem e arrancamento dos pelos. A forma de envio dessas amostras é a mesma para fungos e parasitas dérmicos.

Observação de parasitas dérmicos

Observação de parasitas dérmicos

Entre duas lâminas seladas
Fita adesiva sobre a lâmina

NORMAS DE COLHEITA PARA OBSERVAÇÃO DE PARASITAS DÉRMICOS
Colher amostras de lesões diferentes. Raspar na periferia das lesões e em profundidade, mesmo que ocorram pequenas hemorragias. Alternativamente, se suspeita de parasitas de superfície, os pelos podem ser arrancados e/ou realizado um teste de fita adesiva. Enviar as amostras entre duas lâminas seladas.

Para avaliação de micoparasitologia e tricogramas, leia o ponto “OBSERVAÇÃO DE FUNGOS”.

Esgana no líquido conjuntival

Esgana no líquido conjuntival

NORMAS DE COLHEITA DE ESGANA NO LÍQUIDO CONJUNTIVAL
Obter uma amostra suficiente de exsudado conjuntival com uma zaragatoa limpa e colocar num tubo de EDTA. Em seguida, adicionar soro fisiológico em volume suficiente para cobrir o algodão da zaragatoa. Refrigerar a 4ºC.

Biópsia

Biópsia

NORMAS DE COLHEITA DE BIÓPSIA
Preparar as amostras o mais rápido possível (de preferência nos primeiros 30 minutos após a colheita).

Depositar as amostras em recipientes plásticos com boca larga e tampa de rosca hermeticamente fechada. Adicione formol a 10% (1 vol. de formaldeído 35-40% + 9 vol. de água da torneira) até que a amostra esteja completamente coberta. O volume de formol deve, idealmente, ser 10 vezes o volume da amostra (mínimo 3) e deve cobrir a amostra completamente. Se a amostra for grande, faça um corte profundo para melhorar a penetração do formol. Amostras que flutuam devem ser cobertas com gaze espessa.

No caso de amostras especiais (muito grandes, endoscópicas, dermatológicas, necrópsia…) contate o Laboratório.

Identificar os recipientes com o nome do paciente. No caso de múltiplas amostras, identificar devidamente cada uma no recipiente e na folha de requisição.

Completar a folha de requisição com a máxima informação relevante:

  • Nome do proprietário/tutor
  • Historial clínico
  • Nome e dados do paciente
  • Tecido enviado

Citologia

Citologia

NORMAS DE COLHEITA DE CITOLOGIA
Realizar extensões imediatamente após a colheita da amostra e deixar secar ao ar. Se houver uma amostra em excesso (líquidos, medula óssea…) colocar num tubo com EDTA para evitar coagulação. Se a citologia for cutânea, realize impressões da pele lesionada por aposição diretamente nas lâminas.

Não é necessário fixar a amostra. No entanto, se o pretender, mergulhar a lâmina em metanol (primeira solução do kit de coloração Diff-Quick) por 10 segundos. Se houver suspeita de teor de gordura, não fixe a amostra. Não é necessário corar as extensões.

Preencher o formulário de requisição com o máximo de informações relevantes possível.

Alergias

Alergias

NORMAS DE COLHEITA DE ALERGIAS
O diagnóstico das alergias é complexo, pois as respostas dos animais afetados não são homogéneas. As técnicas serológicas e os testes cutâneos só podem ser aplicados com garantia em processos alérgicos de origem ambiental e em alguns casos derivados de intolerância alimentar*.

Realizar uma anamnese precisa. A história clínica é de vital importância para o correto diagnóstico desses processos. Antes de enviar qualquer amostra para o Laboratório, deve ser realizado um tratamento antipulgas para avaliar se os sintomas desaparecem.

Colher 3ml de sangue de acordo com o procedimento da seção “SORO”.

Preencha a folha de requisição de análise o mais detalhadamente possível.

*Existem inúmeros artigos científicos que demonstram a falta de sensibilidade e especificidade dos testes sorológicos no diagnóstico de processos alimentares.

Biologia molecular

Biologia molecular

NORMAS DE COLHEITA DE BIOLOGIA MOLECULAR
Os testes de amplificação de material genético são técnicas muito sensíveis, mas delicadas. Se certas precauções não forem tomadas, podem ocorrer falsos positivos e falsos negativos. Para uma utilização precisa destas técnicas é necessário seguir as seguintes instruções:

Extrair as amostras da forma mais asséptica possível. Amostras líquidas (sangue total e fluidos corporais) devem ser colhidas num tubo de EDTA ou embebidas em papel de filtro FTA. Não usar tubos de heparina para preservar a amostra; a heparina inibe a reação da polimerase.

As amostras de tecido devem ser depositadas em recipientes estéreis com soro fisiológico SEM FORMOL. Podem ser realizadas impressões de tecidos sobre papel de filtro FTA.

Armazenar as amostras a -20ºC até serem recolhidas, exceto sangue total, que deve ser mantido a 4ºC, e pelos, que podem ser deixados em temperatura ambiente. Se forem usados papéis de filtro FTA, devem ser mantidos em temperatura ambiente, dentro de um saco com o dessecante.

Preencha o formulário de requisição com o máximo de informações possível.

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